Sobre o Natal


Eu adoro o Natal, desde criança. Acho uma época mágica do ano, em que as pessoas estão mais propensas a dar seu melhor (também em função do sentimento de recomeço que a virada de ano traz, mas muito pelo significado do Natal, creio eu).

Gosto de ler contos, assistir filmes, ouvir músicas e – não pode faltar – participar da decoração da casa, coisas que me ajudam a entrar no espírito natalino.

Este ano, percebi que muitas vezes não conseguimos vivenciar o melhor do Natal porque estamos envolvidos na correria de comprar presentes, preparar a ceia, correr pra deixar tudo que não fizemos até agora pronto antes do final de ano. Ei, mas essa não é época de se sentir em paz? Então por quê deixamos de lado as coisas mais gostosas que a data tem, para nos ater ao que é mais mundano (compras, gastos, estresse)?

Penso que o Natal precisa ser sentido dentro de nós; precisamos fazer com que a troca de presentes seja algo agradável e feito com o coração, não uma obrigação que consome um dinheiro que às vezes não temos; se não tem dinheiro, pode ser um presente simbólico, como biscoitos feitos em casa e embrulhados com carinho. Acredito que o mais importante é estar com a família, se permitir ficar mais sensível, deixar o coração ser inundado de amor, de coisas boas, só por uns dias deixar de lado crise, brigas, intolerância…

Esse é meu desejo pra cada um de vocês, que estiver lendo este post: que tenha um Natal Feliz, que seja mágico, que você esteja entre pessoas que ama – ou que lembre delas com carinho – que a data seja repleta de boas energias e muito amor. Feliz Natal e um ano novo cheio de coisas boas!!

p.s.: quase esqueci. Quero compartilhar dois comerciais que achei os melhores deste final de ano, ambos voltados justamente para as questões que mencionei.

 

Precisamos falar sobre assédio


Olá, pessoal.

Uma série de vídeos e textos que acabei de ler motivou o post que estou escrevendo agora. Ele é sobre um tema difícil, espinhoso e que precisa receber mais atenção, porque é recorrente na vida de todas as mulheres: o assédio. E eu convido vocês, mulheres e homens, a ler o texto que eu vou linkar aqui, e ver os vídeos que são curtinhos mas eu sei que vão impactar positivamente a vida de vocês. 

Começo fazendo um desafio: levanta a mão quem não sofreu nenhum assédio, ou não conhece alguém que tenha sofrido. Não vejo vocês, mas tenho certeza de que não há mãos levantadas agora. 

Quando falo em assédio, estou falando naquela passada de mão, naquela cantada vulgar que faz a gente se sentir humilhada e como se estivesse nua (e não, nem precisa estar com roupa provocante, e mesmo se estivesse não dava o direito), e no assédio sexual propriamente dito, que envolve coisas muito piores do que os desaforos que a gente escuta.  Isso sem falar em estupro, que acredito que seja a pior violência que pode ser praticada contra uma pessoa. Infelizmente, a maioria das mulheres – e muitos homens – tem histórias pra contar sobre isso.

Tenho lido muitos textos sobre feminismo (o qual, para esclarecer, não é o contrário do machismo, e traz uma contribuição imensa para a sociedade) e penso cada vez mais na forma como nós mulheres somos tratadas. O assédio é muitas vezes aceito como prática normal, “coisa de homem mesmo”, “sinal de que você é gostosa”, “culpa da mulher que sai com roupa provocante”… Gente, pára tudo!!! Precisamos mudar esse pensamento, já!!!

Quero convidar vocês, como já mencionei, a assistir dois vídeos, ler o texto da Paola Severo, e depois pensar sobre como tudo isso se relaciona. Precisamos promover mudanças de pensamento e atitudes, até que tenhamos um mundo em que todos sejam tratados de forma justa e digna. E isso se faz com reflexão, com enfrentamento da situação. Precisamos falar mais sobre isso!

Vamos lá:

 

Jout Jout – Vamos fazer um escândalo

Mais um vídeo excelente em que Jout Jout afirma que “estamos vivendo uma cultura do estupro, sim, não tem como negar. já não dá pra ficar em silêncio, com vergonha, não querendo incomodar. a pessoa que mais pode te defender é você. chega de ter medo”.

No texto “Não quero viver em um mundo onde as afegãs são apedrejadas”, a jornalista Paola Severo faz um desabafo sobre a violência contra as mulheres e a importância do feminismo. Eu me emocionei com as palavras dela. Paola, eu também não quero. Precisamos mudar!Artigo Paola

Espero ter conseguido despertar em vocês a necessidade de mudar e conscientizar. Se vocês concordam com o que viram e leram, por favor compartilhem os links e as ideias. Como disse Jout Jout, não vamos ficar quietinhos, ok?

Até a próxima,

Gi

Como eu era antes de você


Oi pessoal!

Hoje quero falar de mais um livro. É a vez de “como eu era antes de você”, da Jojo Moyes.

Gente, esse livro é puro amor. Não me entendam mal: não se trata de um romance açucarado, mas da história de duas pessoas que à primeira vista não simpatizam um com o outro, mas que apesar das diferenças de personalidade – ou um função delas – promovem mudanças profundas na vida um do outro.

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É mais um caso de livro do qual nem esperava muito, achei que se tratasse de um romance superficial para passar o tempo (até pela capa fofa) mas não poderia estar mais enganada. Jojo Moyes soube tratar de um assunto complexo de uma forma sensível e leve. Sua narrativa agradável me lembrou dos livros da Sarah Addison Alley, e me deixou com a sensação de estar envolvida, participando da história, vivendo junto com a Lou ou observando a vida de Will e toda a mudança pelo qual os dois passam.

Foi daqueles de ler até dormir, de aproveitar cada minuto no ônibus, trocar a soneca de depois do almoço para avançar algumas páginas, levar pra todos os lugares até chegar ao fim – sem querer que ele chegue, porque ele não tem continuação.

Felizmente, descobri que há uma adaptação para as telas sendo produzida, com previsão de lançamento este ano. Espero que faça jus ao livro!

Já leram este ou outros livros da autora? Comentem o que acharam!

Beijos,

Gi

Playlist: Carla Bruni


Olá, pessoal!

Para deixar o final de tarde de vocês ainda melhor, esta playlist super gostosa de ouvir – uma seleção das melhores músicas da Carla Bruni. Para quem não conhece, vale a pena conferir a voz suave da ex primeira-dama francesa.

Beijos,

Gi

Vida Peregrina


Boa noite!

Estou com sorte nas leituras recentes… todas ótimas! Hoje foi a vez de concluir “Vida Peregrina”, da jornalista Mariana Kalil. Sou leitora assídua da coluna dela na ZH, portanto estava certa que o livro seria bom – e não me enganei.

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A Mariana tem aquele estilo de escrita que nos faz sentir como se ouvíssemos a história de uma amiga –  daquelas que conseguem transformar qualquer mazela em um episódio cômico. Acompanhei suas inquietações quando resolveu se mudar, suas dificuldades de adaptação em São Paulo e a busca pela felicidade e qualidade de vida como se fôssemos velhas conhecidas.

É claro que nem só de situações cômicas se fez o livro – Mariana também dividiu aflições, momentos de choro e situações delicadas. Cada relato, somado ao estilo de narrativa, torna o livro especial, uma leitura prazerosa.

Eu ri com as participações do Bento, me comovi com os problemas, fiquei feliz pelas conquistas e até por ela ter falado sobre o slow food (que é o tema do meu projeto de estágio). Adorei as tentativas de cozinhar sardinhas portuguesas e comer romã, a procura pelo exercício perfeito e tantas outras passagens que poderia fazer um post de cinco páginas para comentar. :) Enfim, realmente adorei o livro. Não leram? Sugiro.

Ah! Todo o talento da Mariana para a escrita também pode ser conferido no blog dela, http://revistadonna.clicrbs.com.br/porai/.

Beijos,

Gi

 

Sombra


Olá, pessoal!

Tenho estado bastante ocupada pelo trabalho com os morangos (que é intenso e contínuo mas muito gratificante), faculdade (estou chegando no final!) e estágio, portanto o blog, as séries e os livros acabaram perdendo um pouquinho seu espaço.

Se bem que tenho conseguido retomar minhas leituras no ônibus, e esse tempinho precioso me proporcionou ler pelo menos quatro obras que eu quero comentar aqui: A herdeira, da saga Seleção, A Jóia, uma distopia que lembra muito a anterior; Quem eu era antes de você – que é puro amor – e Sombra, sobre o qual quero falar hoje. Não sei se ando muito emotiva ou estes dois realmente são de fazer chorar, mas o fato é que ambos me levaram às lágrimas com suas narrativas tão sensíveis.

sombra

Estamos ouvindo tanto sobre imigrantes sofrendo na tentativa de mudar de vida, sobre pessoas que estão sendo resgatadas, morrendo ou sendo deportadas ao tentar entrar na Europa. Já estou com Sombra há algumas semanas sem saber que, coincidentemente, é a história de um menino afegão e sua mãe, que tentam escapar do sofrimento imposto pela guerra e pelos Talibãs fugindo para a Inglaterra, e são guiados pela cachorrinha Sombra (que eu imaginava ser a protagonista).

É o segundo livro de Michael Morpurgo que leio (o primeiro foi Cavalo de Guerra) e só confirma minha impressão de que o autor tem o dom das palavras e uma sensibilidade nata para contar histórias profundas com sutileza e simplicidade. É um livro fácil de ler, emocionante, e que desperta nossa reflexão sobre essa realidade dos imigrantes, por vezes tão distante da nossa, que esquecemos o quanto pode ser dura.

Alguém já leu esse livro? Se ainda não, recomendo!

Beijos,

Gi

“Vaidade demais”


Olá!!!

Em tempos de selfiewishlist e ostentações, muitas vezes reflito sobre a superficialidade dos valores. Há tanto egocentrismo, consumo desenfreado, exibicionismo, gente seguindo tendências de consumo sem se questionar… me parece que andamos um pouco perdidos.

Pensando em tudo isso, gostaria de compartilhar com vocês o texto abaixo, “Vaidade demais”, da colunista Lisandra Pioner, publicado em 11 de julho no caderno Vida do jornal Zero Hora. Achei um texto excelente, com argumentos claros e plausíveis, um retrato fiel e abrangente do que temos visto por aí.

“Vaidade demais

Por Lisandra Pioner

E então a gente depara com uma lógica cada vez mais utilizada na sociedade contemporânea: “Consumo, logo existo”. E nem percebemos que somos seduzidos por ela e que (pior!) a reproduzimos para nossas crianças – produtos desse processo.
Muitas vezes nem é algo consciente, está intrínseco em nossas ações. É a academia que frequentamos à exaustão para atingir o corpo de um ícone qualquer – e que tantas vezes beira o bizarro. A passadinha na estética para fazer escova dia sim, dia não. O décimo scarpin preto – afinal, é um clássico, e clássicos nunca são demais. É o terceiro relógio que compramos no ano, sendo que só temos dois braços, e nem se usa um relógio em cada. A tarde do botox, que frequentamos como se fosse o chá das cinco. É o carro que chega a 200km/h em cinco segundos, sendo que as estradas só permitem cento e poucos e, se considerarmos o estado das dita cujas, nem chegaríamos a 80km/h na maioria delas. É o lustre da sala que custa o preço de um apartamento modesto. É a chuteira “verde-limão”, a “amarelo-canário”, a “rosa-cheguei”, a “laranja-mecânica”, a “prata-efervescente” e a “dourada-só-os-melhores-têm” que precisamos dar ao filho – até porque todos os amiguinhos têm.

E assim vamos dizendo, ou melhor, mostrando a eles, por meio de nossos atos inflamados e compensatórios, que ter é imprescindível. E ser vem de ter, e não o contrário.

A vaidade nunca foi tão grande e jamais o mercado obteve tanto lucro por meio da aquisição de produtos dispensáveis. A valorização exagerada da estética e a precocidade em relação a comportamentos fazem das crianças e adolescentes alvos fáceis e mira indispensável das grandes empresas.

A preocupação com a saúde, o cuidado consigo, a vontade de ser melhor e de conquistar espaço e respeito são totalmente compreensíveis, aceitáveis e até mesmo admiráveis. Mas há um desvio nesse caminho que está truncando todo o processo de crescimento emocional, social e moral das novas gerações. É tão exposta a necessidade de ostentar – independentemente do nível socioeconômico – que todo discurso que remeta à importância inexorável de ser, refletir, evoluir como pessoa,  progredir por esforço e força de vontade soam como aborrecimento e papo de “gente velha”. E eu entendo por gente velha aquelas pessoas que sabiam muito mais o valor do que tinham, pois nele estava subentendido o quanto lutaram para possuir, do que o preço que custou.

A vaidade leva ao consumismo, que leva ao exibicionismo, que leva à desvalorização do que não é material, que, por conseguinte, não leva a lugar algum.

Hoje não se degusta um bom prato sem antes tirar aquela foto básica para postar. Ninguém visita um lugar paradisíaco sem uma selfie. Ninguém vê o teatrinho do filho sem antes tirar uma bela foto do melhor ângulo – mesmo que isso signifique não prestar atenção ao que a criança está apresentando. O prazer deixou de ser viver, gozar, apreciar e passou a ser exibir. Se a pessoa foi ou fez, mas não tem dezenas de pessoas cientes disso, qual é a graça?

A graça talvez esteja exatamente na paz prudente do anonimato, ali onde as pessoas valem pelo que são, e têm mais sentimentos e sensações do que bens materiais.”

Espero que tenham gostado!

Beijos,

Gi

O homem que plantava árvores


Olá, pessoal!!

Estou surpresa em perceber que meu post anterior aqui no blog foi há quase dois meses! Já passei bastante tempo sem postar, mas acho que este foi um recorde.
O fato é que estou fazendo mais disciplinas neste semestre, incluindo meu projeto de estágio (#retafinalchegando), e minha nova ocupação (troquei o escritório pela plantação de morangos orgânicos!) demanda bastante tempo – tempo este que passo ao ar livre, sem internet (e sem sentir falta dela) e com mais qualidade de vida. Mas isso é assunto para outro post.
Hoje passei rapidinho pra compartilhar com vocês essa animação tão delicada e tão bonita, em que um homem planta sozinhos milhares de árvores, transformando a paisagem e a realidade ao seu redor.

Descobri aqui mais sobre o desenho (e agora estou querendo ler o livro): “L’homme qui plantait des arbres” (O homem que plantava árvores, de 1987), foi vencedor do Oscar de Melhor Animação em 1988. Baseado em um conto do romancista francês Jean Giono, de 1953, foi dirigido por Fréderic Back.

Versão dublada:

 

Versão original em francês, com legendas em português:

 

Espero que gostem.

Beijos,

Gi