Precisamos falar sobre assédio


Olá, pessoal.

Uma série de vídeos e textos que acabei de ler motivou o post que estou escrevendo agora. Ele é sobre um tema difícil, espinhoso e que precisa receber mais atenção, porque é recorrente na vida de todas as mulheres: o assédio. E eu convido vocês, mulheres e homens, a ler o texto que eu vou linkar aqui, e ver os vídeos que são curtinhos mas eu sei que vão impactar positivamente a vida de vocês. 

Começo fazendo um desafio: levanta a mão quem não sofreu nenhum assédio, ou não conhece alguém que tenha sofrido. Não vejo vocês, mas tenho certeza de que não há mãos levantadas agora. 

Quando falo em assédio, estou falando naquela passada de mão, naquela cantada vulgar que faz a gente se sentir humilhada e como se estivesse nua (e não, nem precisa estar com roupa provocante, e mesmo se estivesse não dava o direito), e no assédio sexual propriamente dito, que envolve coisas muito piores do que os desaforos que a gente escuta.  Isso sem falar em estupro, que acredito que seja a pior violência que pode ser praticada contra uma pessoa. Infelizmente, a maioria das mulheres – e muitos homens – tem histórias pra contar sobre isso.

Tenho lido muitos textos sobre feminismo (o qual, para esclarecer, não é o contrário do machismo, e traz uma contribuição imensa para a sociedade) e penso cada vez mais na forma como nós mulheres somos tratadas. O assédio é muitas vezes aceito como prática normal, “coisa de homem mesmo”, “sinal de que você é gostosa”, “culpa da mulher que sai com roupa provocante”… Gente, pára tudo!!! Precisamos mudar esse pensamento, já!!!

Quero convidar vocês, como já mencionei, a assistir dois vídeos, ler o texto da Paola Severo, e depois pensar sobre como tudo isso se relaciona. Precisamos promover mudanças de pensamento e atitudes, até que tenhamos um mundo em que todos sejam tratados de forma justa e digna. E isso se faz com reflexão, com enfrentamento da situação. Precisamos falar mais sobre isso!

Vamos lá:

 

Jout Jout – Vamos fazer um escândalo

Mais um vídeo excelente em que Jout Jout afirma que “estamos vivendo uma cultura do estupro, sim, não tem como negar. já não dá pra ficar em silêncio, com vergonha, não querendo incomodar. a pessoa que mais pode te defender é você. chega de ter medo”.

No texto “Não quero viver em um mundo onde as afegãs são apedrejadas”, a jornalista Paola Severo faz um desabafo sobre a violência contra as mulheres e a importância do feminismo. Eu me emocionei com as palavras dela. Paola, eu também não quero. Precisamos mudar!Artigo Paola

Espero ter conseguido despertar em vocês a necessidade de mudar e conscientizar. Se vocês concordam com o que viram e leram, por favor compartilhem os links e as ideias. Como disse Jout Jout, não vamos ficar quietinhos, ok?

Até a próxima,

Gi

O homem que plantava árvores


Olá, pessoal!!

Estou surpresa em perceber que meu post anterior aqui no blog foi há quase dois meses! Já passei bastante tempo sem postar, mas acho que este foi um recorde.
O fato é que estou fazendo mais disciplinas neste semestre, incluindo meu projeto de estágio (#retafinalchegando), e minha nova ocupação (troquei o escritório pela plantação de morangos orgânicos!) demanda bastante tempo – tempo este que passo ao ar livre, sem internet (e sem sentir falta dela) e com mais qualidade de vida. Mas isso é assunto para outro post.
Hoje passei rapidinho pra compartilhar com vocês essa animação tão delicada e tão bonita, em que um homem planta sozinhos milhares de árvores, transformando a paisagem e a realidade ao seu redor.

Descobri aqui mais sobre o desenho (e agora estou querendo ler o livro): “L’homme qui plantait des arbres” (O homem que plantava árvores, de 1987), foi vencedor do Oscar de Melhor Animação em 1988. Baseado em um conto do romancista francês Jean Giono, de 1953, foi dirigido por Fréderic Back.

Versão dublada:

 

Versão original em francês, com legendas em português:

 

Espero que gostem.

Beijos,

Gi

A difícil aceitação |#DietaDefinitiva


Este post foi originalmente publicado aqui no dia 20/08/2014. Postei novamente porque estou fazendo um balanço do que aprendi ao longo do desafio #DietaDefinitiva, e este texto marcou pra mim o início de uma nova atitude.

 

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Bom dia!

Como é difícil aceitar nosso corpo como ele é, não?

No meu caso, são quilos a mais que incomodam. Quem acompanha o blog há algum tempo deve ter visto inúmeras postagens dentro da categoria #Dieta Definitiva, um desafio que me propus. Não esqueci dele, mas deixou de ser minha prioridade.

Por conta dessa vontade de ter mais saúde e um corpo mais próximo do que eu considero ideal, fiz inúmeras pesquisas e reflexões sobre vida saudável, e acabei percebendo que antes de emagrecer precisava começar a amar meu corpo do jeito que eraAlguns quilos a menos depois, isso ficou mais fácil e finalmente comecei a me aceitar.

Parar de sentir raiva e frustração com o que eu via no espelho ajudou a diminuir a ansiedade e por consequência a comilança compulsiva. Afinal, emagrecer leva tempo e é um processo que envolve muitos fatores.

Ao contrário do senso comum, não se é gordo por preguiça, conformismo ou vontade própria. Há uma série de elementos emocionais tanto na origem da obesidade quanto no combate a ela: ansiedade, baixa auto-estima e frustração são só alguns exemplos.

Talvez para homens e pessoas magras seja difícil conceber essa relação, mas crescemos tendo como padrão de beleza a Barbie, as princesas da Disney, as apresentadoras e modelos dos anos 80/90… todas magras. Ou você já viu uma Barbie plus size? Ou uma princesa gordinha? Nunca, gente! Esse padrão até já foi modernizado (felizmente), inserindo heroínas negras, ruivas, etc. Mais reais, mas ainda magras.

E aí temos esses padrões desde que éramos crianças e se espera que tenhamos um corpo “ok”, talvez não magro, mas sem quilos extra. A gente engorda, as pessoas comentam que está na hora de parar de comer, ou fazer exercícios, etc. Até mesmo na família. É claro, só querem nosso bem, entendo isso. Mas talvez não tenham ideia do quanto é frustrante estar fora do padrão. É como um grande fracasso. Você pode ser inteligente, ter sucesso profissional, ser feliz no amor, mas não conseguiu “o básico”, manter seu corpo em forma. E se não tiver outros méritos, então… nossa.  :/ 

Enfim. Nos últimos dias percebi que ainda não me aceitei completamente, que ainda não consigo lidar com as cobranças dos outros – porque mal consegui lidar com as minhas – e que ser lembrada de que estou acima do peso me faz questionar o quanto as pessoas próximas realmente me amam e me aceitam do jeito que sou. Eu me acho bonita assim – aprendi a achar, a me arrumar de uma forma que eu “me goste”. Aprendi a gostar de como eu sou de verdade, da pessoa que mora aqui dentro. Mas me entristece muito pensar que talvez para os outros isso não seja suficiente.

Enfim, muito mimimi, né? Desculpem, precisava desabafar. 

Para me ajudar – e a quem precisar – a reforçar a auto-confiança, recheei esse post com fotos de mulheres lindas, consideradas acima do peso e esbanjando confiança. Achei inspiradoras.

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“Não deixe que sua mente intimide seu corpo”

Beijos!

Gi