Na rede, você é seu biógrafo


Bom dia!

Nesse mar de informações que é a internet, quantas vezes compartilhamos sem pensar, postamos qualquer coisa para depois refletir, repassamos informações sem ter certeza da veracidade?

Questionando esse tipo de comportamentos, o site Peixe Morre pela Boca faz uma espécie de manifesto para que pensemos antes de postar, tenhamos mais atenção ao que compartilhamos e às informações que propagamos pela rede.

Não há informação sobre quem o criou, mas essa(s) pessoa(s) merecem parabéns. O site é bem clean e interativo, a proposta é que você “pesque” um dos peixinhos flutuantes e veja uma das reflexões. 

peixemorrepelaboca

 

Selecionei algumas das dicas que achei mais legais pra mostrar a vocês, mas sugiro que acessem o site, vale a visita (e a reflexão).

felizsemprecisarseexibir

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Vale a pena conferir o site: http://www.peixemorrepelaboca.com.br/

Beijos,

Gi

 

Histórias Cruzadas (The Help)


Bom dia!

Estava querendo ver Histórias Cruzadas (The Help, no original) há muito tempo e agora finalmente o fiz. E que filme! Provavelmente vocês já tenham assistido, pois é de 2011, mas não poderia deixar de comentar sobre ele aqui.

Histórias Cruzadas

Anos 60, Jackson, Mississipi. A jovem Skeeter (interpretada por Emma Stone) retorna para a casa da família e logo tem a ideia de escrever um livro com as histórias das mulheres negras da cidade, tratadas com preconceito pela “elite” branca. Aibileen (Viola Davis), empregada de uma das suas amigas, é a primeira a contar sua história, e aos poucos outras concordam com a causa.

Em um tempo em que não era permitido aos negros nem usar o mesmo banheiros dos patrões, é preciso fazer tudo com pseudônimos para evitar possíveis retaliações violentas.

Mesmo sendo baseado em uma história fictícia (é adaptação do livro The Help, de Kathryn Stockett), infelizmente tem como pano de fundo um problema que era real naquela época e região. 

Achei um filme muito sensível, bem feito e emocionante. Me lembrou muito “A vida secreta das abelhas”, não só pela questão do preconceito mas pela coragem e força das personagens femininas. 

Adorei esse filme, e se vocês ainda não viram, recomendo. Vale a pena!

Beijos,

Gi

A morte devagar, Martha Medeiros


Bom dia!

O que temos pra hoje é o texto “A Morte Devagar”, da Martha Medeiros. Muitas vezes atribuído à Pablo Neruda com o título “Morre lentamente”, ele na verdade foi escrito pela gaúcha, como vocês podem conferir aqui.

 

A Morte Devagar

 Morre lentamente quem não troca de idéias, não troca de discurso, evita as próprias contradições.

 Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo para quem não conhece.

Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru e seu parceiro diário. Muitos não podem comprar um livro ou uma entrada de cinema, mas muitos podem, e ainda assim alienam-se diante de um tubo de imagens que traz informação e entretenimento, mas que não deveria, mesmo com apenas 14 polegadas, ocupar tanto espaço em uma vida.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos is a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

 Morre lentamente quem não viaja quem não lê quem não ouve música, quem não acha graça de si mesmo.

 Morre lentamente quem destrói seu amor-próprio. Pode ser depressão, que é doença séria e requer ajuda profissional. Então fenece a cada dia quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem não trabalha e quem não estuda, e na maioria das vezes isso não é opção e, sim, destino: então um governo omisso pode matar lentamente uma boa parcela da população.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Morre muita gente lentamente, e esta é a morte mais ingrata e traiçoeira, pois quando ela se aproxima de verdade, aí já estamos muito destreinados para percorrer o pouco tempo restante.

Que amanhã, portanto, demore muito para ser o nosso dia. Já que não podemos evitar um final repentino, que ao menos evitemos a morte em suaves prestações, lembrando sempre que estar vivo exige um esforço bem maior do que simplesmente respirar.

Adoro esse texto, acho que fala de muitas coisas que no dia-a-dia esquecemos, vivendo sem arriscar, ficando na zona de conforto.

Enfim… espero que tenham gostado.

Beijos!

Gi