Vida Peregrina


Boa noite!

Estou com sorte nas leituras recentes… todas ótimas! Hoje foi a vez de concluir “Vida Peregrina”, da jornalista Mariana Kalil. Sou leitora assídua da coluna dela na ZH, portanto estava certa que o livro seria bom – e não me enganei.

vida-peregrina-capa-web

A Mariana tem aquele estilo de escrita que nos faz sentir como se ouvíssemos a história de uma amiga –  daquelas que conseguem transformar qualquer mazela em um episódio cômico. Acompanhei suas inquietações quando resolveu se mudar, suas dificuldades de adaptação em São Paulo e a busca pela felicidade e qualidade de vida como se fôssemos velhas conhecidas.

É claro que nem só de situações cômicas se fez o livro – Mariana também dividiu aflições, momentos de choro e situações delicadas. Cada relato, somado ao estilo de narrativa, torna o livro especial, uma leitura prazerosa.

Eu ri com as participações do Bento, me comovi com os problemas, fiquei feliz pelas conquistas e até por ela ter falado sobre o slow food (que é o tema do meu projeto de estágio). Adorei as tentativas de cozinhar sardinhas portuguesas e comer romã, a procura pelo exercício perfeito e tantas outras passagens que poderia fazer um post de cinco páginas para comentar. :) Enfim, realmente adorei o livro. Não leram? Sugiro.

Ah! Todo o talento da Mariana para a escrita também pode ser conferido no blog dela, http://revistadonna.clicrbs.com.br/porai/.

Beijos,

Gi

 

Sombra


Olá, pessoal!

Tenho estado bastante ocupada pelo trabalho com os morangos (que é intenso e contínuo mas muito gratificante), faculdade (estou chegando no final!) e estágio, portanto o blog, as séries e os livros acabaram perdendo um pouquinho seu espaço.

Se bem que tenho conseguido retomar minhas leituras no ônibus, e esse tempinho precioso me proporcionou ler pelo menos quatro obras que eu quero comentar aqui: A herdeira, da saga Seleção, A Jóia, uma distopia que lembra muito a anterior; Quem eu era antes de você – que é puro amor – e Sombra, sobre o qual quero falar hoje. Não sei se ando muito emotiva ou estes dois realmente são de fazer chorar, mas o fato é que ambos me levaram às lágrimas com suas narrativas tão sensíveis.

sombra

Estamos ouvindo tanto sobre imigrantes sofrendo na tentativa de mudar de vida, sobre pessoas que estão sendo resgatadas, morrendo ou sendo deportadas ao tentar entrar na Europa. Já estou com Sombra há algumas semanas sem saber que, coincidentemente, é a história de um menino afegão e sua mãe, que tentam escapar do sofrimento imposto pela guerra e pelos Talibãs fugindo para a Inglaterra, e são guiados pela cachorrinha Sombra (que eu imaginava ser a protagonista).

É o segundo livro de Michael Morpurgo que leio (o primeiro foi Cavalo de Guerra) e só confirma minha impressão de que o autor tem o dom das palavras e uma sensibilidade nata para contar histórias profundas com sutileza e simplicidade. É um livro fácil de ler, emocionante, e que desperta nossa reflexão sobre essa realidade dos imigrantes, por vezes tão distante da nossa, que esquecemos o quanto pode ser dura.

Alguém já leu esse livro? Se ainda não, recomendo!

Beijos,

Gi

Histórias Cruzadas (The Help)


Bom dia!

Estava querendo ver Histórias Cruzadas (The Help, no original) há muito tempo e agora finalmente o fiz. E que filme! Provavelmente vocês já tenham assistido, pois é de 2011, mas não poderia deixar de comentar sobre ele aqui.

Histórias Cruzadas

Anos 60, Jackson, Mississipi. A jovem Skeeter (interpretada por Emma Stone) retorna para a casa da família e logo tem a ideia de escrever um livro com as histórias das mulheres negras da cidade, tratadas com preconceito pela “elite” branca. Aibileen (Viola Davis), empregada de uma das suas amigas, é a primeira a contar sua história, e aos poucos outras concordam com a causa.

Em um tempo em que não era permitido aos negros nem usar o mesmo banheiros dos patrões, é preciso fazer tudo com pseudônimos para evitar possíveis retaliações violentas.

Mesmo sendo baseado em uma história fictícia (é adaptação do livro The Help, de Kathryn Stockett), infelizmente tem como pano de fundo um problema que era real naquela época e região. 

Achei um filme muito sensível, bem feito e emocionante. Me lembrou muito “A vida secreta das abelhas”, não só pela questão do preconceito mas pela coragem e força das personagens femininas. 

Adorei esse filme, e se vocês ainda não viram, recomendo. Vale a pena!

Beijos,

Gi