O que aprendi ao longo da #DietaDefinitiva


Em agosto de 2013, lancei aqui no blog um desafio pra mim mesma, o Desafio #DietaDefinitiva. Pretendia emagrecer cuidando da alimentação e fazendo exercícios, mas sabia que tinha de promover mudanças emocionais também.

Precisava consertar minha relação com a comida; parar de usá-la pra me sentir melhor, levada pela ansiedade e frustração. (Claro, eu não comia só por frustração: encontrava e ainda encontro prazer em comer, mas muitas vezes exagerava na quantidade).

Estava muito insatisfeita com o corpo, sentia como se ele fosse um estranho de quem eu só gostaria quando voltasse a ser como antes, ou seja, deixei para gostar de mim quando estivesse magra. Dei ênfase pra essa questão, fiquei frustrada por não conseguir mudanças rápidas, e deixei que minha autoestima fosse pelo ralo.

Por outro lado, sempre gostei muito de comer e isso tornava as coisas mais difíceis: qualquer restrição parecia um sacrifício, e eu não sabia se valeria a pena. Acho que no fundo eu não estava pronta para largar a “muleta” que a comida havia se tornado.

dieta04

Comecei a analisar por quê eu comia, quando, o quê, e como as coisas me afetavam (comentários, o espelho, roupas que não serviam) e ler sobre compulsão alimentar, fome emocional, etc.

Encontrei um aliado valiosíssimo que foi o blog Não Sou Exposição. Acompanhá-lo foi como fazer terapia! (Aliás, preciso agradecer infinitamente a pessoa por trás dos excelentes textos; espero que continue escrevendo, ela é ótima!). Li muito e comecei a perceber que a valorização excessiva da magreza é uma coisa que aceitamos sem contestar, mas não deveríamos. Não é legal essa cobrança por um corpo “sarado”, tampouco a falsa crença de que quilos a mais são resultado de falta de persistência, foco ou esforço.

Percebi que ficava muito chateada com comentários e cobranças sobre meu peso porque eles eram um reforço do que eu pensava, do que meu peso significava pra mim. Entendi que precisava aceitar meu corpo e cuidar da minha saúde, para depois melhorar a aparência. Quando isso aconteceu, passei a exteriorizar que “me gosto, apesar de querer perder peso” e que ninguém tem direito de ficar me cobrando em relação a isso.

Depois de tanto tempo me preocupando com a questão estética, passei a ver a saúde como prioridade. Consultei uma médica ortomolecular para resolver problemas do sistema digestivo, e ela diagnosticou algumas intolerâncias alimentares. Precisei deixar de comer coisas que gostava para me livrar de inúmeros sintomas desagradáveis, e isso ajudou a me desprender um pouco do comer compulsivo, da fome emocional: precisei ver a comida com mais racionalidade, afinal agora era questão de saúde.

Mudei também a relação com a balança; parei de me pesar quando notei que os números me chateavam quando não mudavam “o suficiente” . Afinal, eles são apenas isso, números. Não refletem se deixei de ter gordura para ter massa magra, se voltei a usar um número menor, se minhas roupas estão servindo outra vez. Então, são dispensáveis. :)

 

funny-scale-300x263“Não suba aí… isso te faz chorar.”

Recentemente, descobri também a intolerância a lactose, o que reforçou ainda mais essa nova forma de encarar a alimentação.

A questão do emagrecimento finalmente deixou de ser meu foco, o que favoreceu todo o resto, todos os “setores” da minha vida. É claro que é um processo contínuo, preciso lembrar constantemente de que devo aceitar o corpo que tenho. Mas hoje os números na balança não definem minha felicidade, e fico muito satisfeita de chegar a essa conclusão. Resgatei minha autoestima e confiança e tudo andou melhor depois disso.

Hoje entendo a dieta definitiva da seguinte forma: comer é parte importante da vida e uma fonte de prazer sim, mas não é tudo. Não deve ser uma muleta nem objeto de compulsão ou culpa. E mais importante do que querer mudar o corpo é, antes disso, aceitá-lo como ele é, cuidar para que esteja sadio. Quero praticar atividades físicas, pedalar muito, deixar tudo firme, mas não porque a sociedade diz que devo e sim porque isso me dá prazer e me ajuda a continuar saudável.

E é isso, gente. Desculpem pelo texto longo, mas sinto que precisava dar um “encerramento” ao Desafio. Estou feliz com o resultado. :)

388039_478533028826109_1494763620_n

Beijos,

Gi

 

A difícil aceitação |#DietaDefinitiva


Este post foi originalmente publicado aqui no dia 20/08/2014. Postei novamente porque estou fazendo um balanço do que aprendi ao longo do desafio #DietaDefinitiva, e este texto marcou pra mim o início de uma nova atitude.

 

0e823b5decc898587969ef3efcae0829

Bom dia!

Como é difícil aceitar nosso corpo como ele é, não?

No meu caso, são quilos a mais que incomodam. Quem acompanha o blog há algum tempo deve ter visto inúmeras postagens dentro da categoria #Dieta Definitiva, um desafio que me propus. Não esqueci dele, mas deixou de ser minha prioridade.

Por conta dessa vontade de ter mais saúde e um corpo mais próximo do que eu considero ideal, fiz inúmeras pesquisas e reflexões sobre vida saudável, e acabei percebendo que antes de emagrecer precisava começar a amar meu corpo do jeito que eraAlguns quilos a menos depois, isso ficou mais fácil e finalmente comecei a me aceitar.

Parar de sentir raiva e frustração com o que eu via no espelho ajudou a diminuir a ansiedade e por consequência a comilança compulsiva. Afinal, emagrecer leva tempo e é um processo que envolve muitos fatores.

Ao contrário do senso comum, não se é gordo por preguiça, conformismo ou vontade própria. Há uma série de elementos emocionais tanto na origem da obesidade quanto no combate a ela: ansiedade, baixa auto-estima e frustração são só alguns exemplos.

Talvez para homens e pessoas magras seja difícil conceber essa relação, mas crescemos tendo como padrão de beleza a Barbie, as princesas da Disney, as apresentadoras e modelos dos anos 80/90… todas magras. Ou você já viu uma Barbie plus size? Ou uma princesa gordinha? Nunca, gente! Esse padrão até já foi modernizado (felizmente), inserindo heroínas negras, ruivas, etc. Mais reais, mas ainda magras.

E aí temos esses padrões desde que éramos crianças e se espera que tenhamos um corpo “ok”, talvez não magro, mas sem quilos extra. A gente engorda, as pessoas comentam que está na hora de parar de comer, ou fazer exercícios, etc. Até mesmo na família. É claro, só querem nosso bem, entendo isso. Mas talvez não tenham ideia do quanto é frustrante estar fora do padrão. É como um grande fracasso. Você pode ser inteligente, ter sucesso profissional, ser feliz no amor, mas não conseguiu “o básico”, manter seu corpo em forma. E se não tiver outros méritos, então… nossa.  :/ 

Enfim. Nos últimos dias percebi que ainda não me aceitei completamente, que ainda não consigo lidar com as cobranças dos outros – porque mal consegui lidar com as minhas – e que ser lembrada de que estou acima do peso me faz questionar o quanto as pessoas próximas realmente me amam e me aceitam do jeito que sou. Eu me acho bonita assim – aprendi a achar, a me arrumar de uma forma que eu “me goste”. Aprendi a gostar de como eu sou de verdade, da pessoa que mora aqui dentro. Mas me entristece muito pensar que talvez para os outros isso não seja suficiente.

Enfim, muito mimimi, né? Desculpem, precisava desabafar. 

Para me ajudar – e a quem precisar – a reforçar a auto-confiança, recheei esse post com fotos de mulheres lindas, consideradas acima do peso e esbanjando confiança. Achei inspiradoras.

d148b6eaeb66546bdfa45cd50400c7f8

d70c47fb2c70562a69b8881d32783335

afecbc8fec23d97d37514d6e1e262198

aa2fd0d1faec6d32c14ce869224108dd

8696c0f2fb8dd39d78a3d57fab36bff0

454b19c0a0c0e9c30a75d2c55e79fcbc

193db9db7a1a6a9c3bd9136d3e611499

157f2c759477d9b72866d8645f87653e

72b2bbdd04ac95eecdad1ff00c2c1c0e

3c8d6602cfc7be0e4826cad487749752

7bbb3a0a0dba6fc3a4e9902d1f4ca591

“Não deixe que sua mente intimide seu corpo”

Beijos!

Gi

 

A dieta continua |Desafio #DietaDefinitiva


Bom dia!

Nunca mais falei de como vai a dieta, né?! 

Ao contrário do que se possa pensar, não desisti!!! Vou atualizar vocês.

O que estou fazendo?

Já que estou buscando saúde e equilíbrio e não apenas emagrecimento, consultei em março uma médica ortomolecular para resolver alguns problemas, digamos… digestivos que estavam atrapalhando minha relação com a comida e meu bem estar de forma geral.

Depois da minha segunda consulta vou falar mais sobre a terapia ortomolecular, mas já posso adiantar que descobri algumas alergias alimentares e deficiências de minerais. Deixando de comer esses alimentos e tomando os suplementos, já estou notando progressos no meu bem estar e pareço ter desinchado um pouco.

Tenho tentado controlar a alimentação, ingerindo mais frutas e verduras e menos coisas gordurosas (em casa não comemos muita fritura, o problema é quando me alimento na rua). E aquela história da fome emocional, de “comer emoções” diminuiu (nem tanto na TPM e dias de provas, mas até nesses períodos melhorou bastante).

Garf guloso

O que falta fazer?

Preciso confessar que não estou indo à academia. Preciso voltar! 

Fiz algumas caminhadas, trilha, exercícios esporádicos, mas ainda preciso disso:

994663_125910577582729_257657842_n

 

Também preciso controlar um pouco mais a quantidade de comida.

E os resultados?

Em março, estava com 72kg. Depois disso me pesei em outra farmácia e estava com 74kg… MAS depois disso, uma calça 44 está grande (precisei usar cinto e o melhor, dois furos mais apertado que antes!) e uma calça 42 está servindo. Aparentemente, diminuí um número!

Confesso que estou com medo de me pesar, e não pretendo fazer isso por enquanto… como já comentei em outro post, calça jeans – do tipo que não espicha – é um ótimo indicativo para controle do peso, porque mostra quando as medidas realmente diminuíram. Já a balança pode mostrar aumento ou redução de massa magra, não refletindo a situação das medidas.

BeFunky_images (7).jpg

 

Relembrando as palavras-chave…

3 palavras

 

Beijos,

Gi