Super Size Me


Bom dia!

Ontem assisti o documentário Super Size Me, dirigido e protagonizado por Morgan Spurlock. Acredito que muitos já tenham assistido, já que é de 2004, mas quero falar dele mesmo assim.

Super Size Me

Todos sabemos que os alimentos de fast food não são muito saudáveis, mas a maioria de nós acaba comendo mesmo assim, com maior ou menor frequência. O que Spurlock fez foi mostrar, através de um experimento em que só ingeriu produtos McDonald’s por 30 dias, o quanto estes alimentos podem ser nocivos à saúde. Ele passou por avaliações físicas antes, durante e depois do período, e demonstrou o quanto seu corpo sofreu com isso. Muito além do peso, aumentaram índices como o do colesterol e diminuíram as vitaminas, e até seu fígado foi prejudicado pelo excesso de gordura. Ele se sentiu cansado, desanimado, e começou a desenvolver um vício em comida.

É claro que a dieta de Morgan foi extrema – dificilmente alguém faria as três refeições por dia nas redes de fast food – mas com certeza é válida para demonstrar o quanto alimentos ricos em gordura e açúcar (sem contar a questão do processamento, de não serem alimentos frescos, nem orgânicos) podem ser prejudiciais.

Ao final do documentário, comenta-se sobre algumas mudanças positivas promovidas pelo McDonald’s após o experimento, embora a empresa alegue que não tiveram relação com o filme.

A questão não é o McDonald’s em si – ele foi o escolhido por ser a principal rede de fast food dos EUA. O fato é que as opções de alimentos altamente processados são inúmeras, estejam eles sendo oferecidos por uma rede, ou numa prateleira de supermercado. Sei que são opções rápidas e práticas para quem tem pressa, mas a alimentação tem impacto direto na nossa saúde.

Se você ainda não viu Super Size Me, recomendo que assista. É um excelente lembrete do quanto precisamos repensar nossos hábitos de consumo e alimentação, a forma como escolhemos os alimentos.

E aproveito para recomendar que você pesquise sobre Slow Food. Muito associado a um “movimento de resistência” contra o fast food, ele é muito mais que isso, e propõe uma reflexão sobre toda a cadeia de produção do alimento. Há muito o que falar, mas isso é assunto para outro post. :)

Beijos,

Gi

 

Anúncios

Leites sem lactose


Oi, pessoal!

Resolvi compartilhar algumas das minhas descobertas sobre produtos sem lactose, porque tenho percebido que há cada vez mais pessoas descobrindo que tem este problema e quero mostrar que não é difícil se alimentar bem e usufruir de produtos tão gostosos quanto os que estamos acostumados.

Conversando com outros intolerantes à lactose, percebi que no primeiro momento a maioria pensa em tudo que vai ter de deixar de comer – leite, sorvetes, sobremesas, bolos, bolachas, etc. Mas quase sempre percebe-se que existem diversas maneiras de substituir o ingrediente satisfatoriamente.

Depois que passei a procurar por alimentos sem lactose, tive algumas boas surpresas, entre as quais os leites sem lactose.Fui ao supermercado esperando encontrar uma marca ou duas, e o que achei foi uma variedade grande desse produto. Surpresa maior foi que o gosto é igual ou melhor ao dos leites de caixinha “normais”.

As primeiras marcas que testei foram  Piá e Santa Clara, com os quais fiquei bem satisfeita. Um dos dois tem um gostinho levemente adocicado, mas sinceramente, não lembro mais qual é. Hoje em dia também consumo o da Elegê, igualmente gostoso. Todos eles me parecem mais saborosos do que suas versões normais.

DSCF0855 santa claraPara quem quiser saber mais sobre como a indústria consegue oferecer leite sem lactose, a melhor explicação que encontrei foi a do blog “Do Campo à Mesa” (aqui).

Vocês já provaram algum leite sem lactose? O que acharam? Percebem diferença?

Beijos,

Gi

O que aprendi ao longo da #DietaDefinitiva


Em agosto de 2013, lancei aqui no blog um desafio pra mim mesma, o Desafio #DietaDefinitiva. Pretendia emagrecer cuidando da alimentação e fazendo exercícios, mas sabia que tinha de promover mudanças emocionais também.

Precisava consertar minha relação com a comida; parar de usá-la pra me sentir melhor, levada pela ansiedade e frustração. (Claro, eu não comia só por frustração: encontrava e ainda encontro prazer em comer, mas muitas vezes exagerava na quantidade).

Estava muito insatisfeita com o corpo, sentia como se ele fosse um estranho de quem eu só gostaria quando voltasse a ser como antes, ou seja, deixei para gostar de mim quando estivesse magra. Dei ênfase pra essa questão, fiquei frustrada por não conseguir mudanças rápidas, e deixei que minha autoestima fosse pelo ralo.

Por outro lado, sempre gostei muito de comer e isso tornava as coisas mais difíceis: qualquer restrição parecia um sacrifício, e eu não sabia se valeria a pena. Acho que no fundo eu não estava pronta para largar a “muleta” que a comida havia se tornado.

dieta04

Comecei a analisar por quê eu comia, quando, o quê, e como as coisas me afetavam (comentários, o espelho, roupas que não serviam) e ler sobre compulsão alimentar, fome emocional, etc.

Encontrei um aliado valiosíssimo que foi o blog Não Sou Exposição. Acompanhá-lo foi como fazer terapia! (Aliás, preciso agradecer infinitamente a pessoa por trás dos excelentes textos; espero que continue escrevendo, ela é ótima!). Li muito e comecei a perceber que a valorização excessiva da magreza é uma coisa que aceitamos sem contestar, mas não deveríamos. Não é legal essa cobrança por um corpo “sarado”, tampouco a falsa crença de que quilos a mais são resultado de falta de persistência, foco ou esforço.

Percebi que ficava muito chateada com comentários e cobranças sobre meu peso porque eles eram um reforço do que eu pensava, do que meu peso significava pra mim. Entendi que precisava aceitar meu corpo e cuidar da minha saúde, para depois melhorar a aparência. Quando isso aconteceu, passei a exteriorizar que “me gosto, apesar de querer perder peso” e que ninguém tem direito de ficar me cobrando em relação a isso.

Depois de tanto tempo me preocupando com a questão estética, passei a ver a saúde como prioridade. Consultei uma médica ortomolecular para resolver problemas do sistema digestivo, e ela diagnosticou algumas intolerâncias alimentares. Precisei deixar de comer coisas que gostava para me livrar de inúmeros sintomas desagradáveis, e isso ajudou a me desprender um pouco do comer compulsivo, da fome emocional: precisei ver a comida com mais racionalidade, afinal agora era questão de saúde.

Mudei também a relação com a balança; parei de me pesar quando notei que os números me chateavam quando não mudavam “o suficiente” . Afinal, eles são apenas isso, números. Não refletem se deixei de ter gordura para ter massa magra, se voltei a usar um número menor, se minhas roupas estão servindo outra vez. Então, são dispensáveis. :)

 

funny-scale-300x263“Não suba aí… isso te faz chorar.”

Recentemente, descobri também a intolerância a lactose, o que reforçou ainda mais essa nova forma de encarar a alimentação.

A questão do emagrecimento finalmente deixou de ser meu foco, o que favoreceu todo o resto, todos os “setores” da minha vida. É claro que é um processo contínuo, preciso lembrar constantemente de que devo aceitar o corpo que tenho. Mas hoje os números na balança não definem minha felicidade, e fico muito satisfeita de chegar a essa conclusão. Resgatei minha autoestima e confiança e tudo andou melhor depois disso.

Hoje entendo a dieta definitiva da seguinte forma: comer é parte importante da vida e uma fonte de prazer sim, mas não é tudo. Não deve ser uma muleta nem objeto de compulsão ou culpa. E mais importante do que querer mudar o corpo é, antes disso, aceitá-lo como ele é, cuidar para que esteja sadio. Quero praticar atividades físicas, pedalar muito, deixar tudo firme, mas não porque a sociedade diz que devo e sim porque isso me dá prazer e me ajuda a continuar saudável.

E é isso, gente. Desculpem pelo texto longo, mas sinto que precisava dar um “encerramento” ao Desafio. Estou feliz com o resultado. :)

388039_478533028826109_1494763620_n

Beijos,

Gi