Sobre haters e outros intolerantes

O ódio propagado através de comentários em redes sociais e afins se tornou tão comum que seus “simpatizantes” ganharam até um termo para defini-los: haters. E por mais absurdo que seja, se dedicam tanto a esculhambar aqueles de que discordam que criaram até comunidades para isso. 

Há tempos tenho refletido sobre como as pessoas tem se sentido à vontade para criticar as outras abertamente, e o quanto rudes e cruéis podem ser. Costumo atribuir isso à facilidade de falar o que bem entendem sem ser reconhecidas – já que essas pessoas muitas vezes se escondem atrás de perfis falsos ou, quando assumem sua identidade, estão protegidas atrás da tela de seus computadores. 

Mas será que as pessoas eram diferentes e agora é que ficaram assim? Ou a tecnologia apenas facilitou que dessem vazão à sua intolerância? Voto na segunda opção. 

Desde os tempos bíblicos as pessoas julgavam e condenavam aqueles que agiam diferente, ou de formas que consideravam erradas. Há milhares de anos pessoas são perseguidas, agredidas, ofendidas ou até mortas devido às diferenças de opinião, cor, religião, gênero e orientação sexual; guerras são travadas pelos mesmos motivos. Preconceitos de todos os tipos nos rondam e motivam desde discussões até atos horrendos de violência. A história está marcada por inúmeros episódios que em última instância foram causados por intolerância e extremismo.

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E para piorar, não só as grandes diferenças, mas até pequenas discordâncias são suficientes para gerar reações agressivas, arbitrárias, de pessoas que não aceitam a opinião alheia, impõe seu ponto de vista como sendo “o certo”, e se julgam no direito de ser rudes, ofensivas e até violentas com quem discorda.

Depois de assistir alguns vídeos do canal Um Beijo na Bunda, que acabei de conhecer, finalmente decidi escrever sobre isso aqui. E antes de concluir, quero compartilhar com vocês alguns dos vídeos que mais gostei, porque achei os argumentos dela muito pertinentes.

 

Então voltando à reflexão… não acredito que se trate de ter ou não liberdade de expressão – podemos falar do que pensamos e defender nossas causas, é justo e um direito conquistado. O que defendo é que não façamos de nossas opiniões “verdades absolutas”, saibamos respeitar quem de nós discorda, ter bom senso e nos manter abertos a outros pontos de vista.

Porque, cá entre nós, não precisamos despejar sobre os outros tudo o que pensamos, não é mesmo? Se não concordamos com alguém, se não gostamos da pessoa, não é necessário dizer isso a ela – guarde pra você, respeite a opinião dela, seu jeito de ser ou o que quer que lhe desagrade.  Lembre-se de que o mundo é caracterizado pela diversidade, e que há espaço para todos. E se for o caso de comentar, faça com educação, respeito. É o mínimo.

 Pra encerrar, uma citação de Nelson Mandela:


Mandela

Beijos,

Gi

 

 

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