Mulheres GG: Flúvia Lacerda

Oi pessoal!

No post anterior eu falei sobre como acho importante a pessoa se gostar do jeito que é. Também falei que resolvi fazer alguns posts com mulheres GG lindas, felizes e bem resolvidas pra servir de exemplo e inspiração.

Achei que o ideal seria começar com uma brasileira linda, modelo plus size que faz muito sucesso no exterior e é até chamada de Gisele Bündchen Plus Size: Flúvia Lacerda.

Flúvia 1

Flúvia 2

Flúvia 3

Vi a Flúvia pela primeira vez numa entrevista para a TV – não lembro o programa – e gostei muito da atitude dela. Como você vê pelas fotos, ela tem a atitude de uma pessoa bem resolvida, autoconfiante. Por isso, transcrevo alguns trechos de entrevistas que ela concedeu à revista Veja (em duas ocasiões). Tomei a liberdade de grifar alguns trechos que achei ótimos.

Veja, dezembro de 2009 (leia aqui a entrevista na íntegra):

Como começou sua carreira?
Na época eu trabalhava como babá nos Estados Unidos e estava pegando um ônibus para voltar para casa. Uma mulher se aproximou de mim e perguntou se eu já tinha pensado em trabalhar como modelo plus size. Eu não sabia o que era, mas ela me deu um cartão e disse que eu deveria tentar, por conta do formato do meu corpo. Faz uns cinco anos agora.

(…)

Por que existe esse medo? [das revistas populares brasileiras, de usar modelos plus size nos ensaios]. As modelos gordinhas poderiam espantar as leitoras?
Se você pegar uma modelo magra, sem maquiagem, vesti-la com uma roupa que nem a sua avó gostaria de usar, bater uma foto mal feita e publicar, provavelmente você terá um resultado ruim, uma imagem nada inspiradora. A ideia da moda é vender uma fantasia. Você precisa fazer a consumidora querer se vestir daquela forma. Tem milhares de mulheres acima do peso no Brasil. Eu não abraço a ideia de que você tem que ser gordinha, só acho que é preciso ser feliz com você mesma. Somos um povo altamente miscigenado e temos uma estrutura de corpo diferente. Se todas as mulheres da sua família têm quadril largo, é claro que você vai ter quadril largo. Se a maioria das marcas só vende peças até o número 42 ou 44, quantas dessas consumidoras conseguem comprar o que veem anunciado nas revistas?

Isso afeta a autoestima das pessoas?
Absolutamente. No Brasil, o preconceito é muito grande. As pessoas não se sentem intimidadas de olhar para você e falar: “Nossa, conheço uma dieta ótima”, ou “Nossa, você ficaria tão melhor se perdesse alguns quilinhos”. Como se fosse aquilo que validasse você como ser humano. Se você não se encaixa nesse padrão de beleza, você não existe. Quando vou para o Brasil, eu sou parada o tempo todo na rua. As pessoas me perguntam onde eu comprei minhas roupas. A mulher brasileira que está acima do peso não está acostumada a se ver de uma forma positiva. A gordinha é sempre engraçada ou a mais simpática e nunca é ligada à ideia de sensualidade ou beleza. Isso acaba com a autoestima das mulheres.

Nos EUA e na Europa isso não acontece com tanta frequência?
Não, porque nós temos acesso a diversas imagens. O objetivo não é você sentar no sofá comer o dia inteiro e ser sedentária. O corpo humano foi feito para se mover, então vamos malhar. De qualquer forma, esse é o seu corpo, então se vista bem. Aqui nós temos acesso a imagens muito mais positivas, podemos ter roupas melhores. Se você acorda um dia e coloca uma roupa legal para ir trabalhar, naturalmente vai se sentir um pouco melhor, mais segura de si. Uma parte da nossa vida é o lance de se vestir bem. Quem gosta de se vestir mal? Então, aqui, a gente tem muito mais acesso a coisas que não fazem você se sentir um extraterrestre ou alguém sem valor, como se você só prestasse se fosse magra.

Você tem medo de passar uma imagem negativa?
Eu nunca passei a mensagem de que você precisa ser sedentária. Eu não levanto a bandeira do gordinho e, sim, da autoestima, porque é o que falta nas pessoas. Temos uma estrutura genética diferente. Você precisa se curtir do jeito que é. Eu sou ativa, nunca paro. Estou sempre viajando e malho todos os dias quando estou em casa. Então vale para os dois conceitos: não se deve passar fome e comer só um alface o dia inteiro, nem comer demais e não se cuidar.

Você se preocupa com a sua alimentação?
Eu me preocupo muito com a presença de produtos químicos na comida. Tenho uma horta no terraço do meu apartamento e consumo comida integral. Só não deixo de comer o que quero por causa das calorias. Não como comida empacotada, que é terrível para a nossa saúde. Confiro rótulo dos alimentos assim como leio bulas de remédio.

Veja, 2009 (para ler a matéria na íntegra clique aqui).

Uma modelo plus size pode comer chocolate sempre  que quiser?
Se eu tiver vontade, como uma barra de chocolate. Mas ser modelo plus size não significa que você pode ficar sentada no sofá e comer o dia inteiro. O mercado exige que a gente esteja com os músculos durinhos, sem um barrigão flácido. Eu ando de bicicleta em Manhattan e malho de
três a cinco vezes por semana. No fim de uma aula de spinning, saio cansada como  quem foi para a guerra. Mas me sinto ótima.

Como é a sua alimentação?
Sou meio  natureba, preocupada com aditivos químicos. Então, tento comprar só comida orgânica. Não como hambúrguer nem batata frita e fujo de todos os alimentos industrializados. Também evito comida gordurosa e bebo no mínimo 2 litros de  água para manter a pele saudável.

Já quis ser magra?
Honestamente, isso  nunca passou pela minha cabeça. Não acho que magreza esteja nem de longe relacionada a beleza ou felicidade. Minhas tias e primas são todas obcecadas por cirurgia plástica – elas me diziam que, se eu emagrecesse, ficaria linda. Mas nunca fiz dieta. Quem consegue viver à base de alface e uvas tendo de trabalhar e cuidar dos filhos? Quando morava em Natal, ia de biquíni à praia sem nenhum problema. Modéstia à parte, sempre me achei bonita e saudável.

(…)

Você se acha sexy?
No dia-a-dia, me vejo como mãe e esposa. Até porque não saio por aí toda maquiada e fazendo biquinho. Quando sou fotografada, é diferente. É o meu momento: trago para a fotografia aquilo que o cliente deseja. Autoconfiança e amor-próprio são atributos essenciais para ser atraente.

Que tipo de roupa valoriza as cheinhas?

Algumas gordinhas estão sempre de preto da cabeça aos pés. Usar uma peça diferente para complementar o pretinho básico não mata. Eu, por exemplo, adoro parecer feminina, usar um vestido estampado ou de cor mais viva.

E que roupas uma gordinha deve  evitar?
Qualquer roupa de tamanho menor. Muitas mulheres tentam entrar  numa calça número 40 quando vestem 46. Não sei se é porque não encontram o tamanho certo ou porque querem se encaixar num padrão ao qual não pertencem. Roupa apertada é muito feio e deselegante.

Você está rica?
Posso dizer que, financeiramente, minha vida melhorou muito. Antes de ser modelo, ganhava o suficiente para sobreviver. Hoje, tenho um apartamento dúplex em frente ao Rio Hudson e uma casa de férias no México.

Quantos quilos você pesa?
Não sei. Eu nunca me peso.

A modelo também tem um site próprio, e um blog (o link está no site). Confere lá: www.fluvialacerda.com

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